Colesterol e exercício físico – qual o benefício do treinamento aeróbio para tratar a síndrome metabólica?
10/01/2012 by: Prof. Cortez
O treinamento aeróbio, praticado regularmente, na intensidade e duração adequados, pode ajudar a "queimar" o LDL e a aumentar o HDL.
Os exercícios aeróbios cíclicos, aqueles que mobilizam grandes grupos musculares para realizar movimentos repetidos por períodos prolongados, tem sido recomendado pelos especialistas para aumentar o HDL e reduzir as taxas de LDL. Esta modalidade de exercício ajuda a diminuir a ação nociva do mau colesterol, o LDL, que obstrui a passagem do sangue pelas artérias e aumenta o bom colesterol, o HDL, que transporta este tipo de gordura até o fígado para ser metabolizada.
Na verdade o treinamento aeróbio regular ajuda a manter as taxas de colesterol, substância que pode ser encontrada em todas células do corpo humano, dentro dos limites considerados normais para desempenhar suas importantes funções: fortalecer a membrana das células, fabricar hormônios e digerir gorduras. Entretanto, quando atinge valores elevados na corrente sangüínea, o colesterol pode fazer mal para o coração e para o cérebro, segundo pesquisa realizada nos EEUU e publicada na revista Arquivos de Neurologia.
Os pesquisadores responsáveis pelo estudo concluíram que existem fortes evidências que associam o aumento das taxas de LDL, o mau colesterol, com a degeneração precoce da atividade cerebral.
Segundo o vice presidente de assuntos médicos e científicos de uma associação que estuda a doença de Alzheimer, a pesquisa é a primeira, de uma série de outras realizadas, que mostra associação entre taxa elevada do colesterol ruim com declínio da capacidade cognitiva. Os autores estudaram um grupo de mulheres da terceira idade e observaram que aquelas que apresentavam níveis elevados de colesterol tinham os piores desempenhos em testes de memória, linguagem, orientação e outros tipos de funções cerebrais.
O Instituto Nacional de Idosos está patrocinando a ampliação da pesquisa para estudar os efeitos das drogas que reduzem os níveis de colesterol e, consequentemente, dos benefícios que podem proporcionar para o coração e para o cérebro. Já a Associação Americana do Coração, preocupada com os 97 milhões de norte-americanos adultos com colesterol elevado, continua recomendando cuidados com a pressão arterial, controle do peso, abstinência do fumo e exercício físico regular.
Texto apresentado pelo prof. Cortez no Jornal de Serviços da Rádio Jovem Pan AM – SP

