Monitorar o funcionamento do coração com abadás e fantasias. Por que não?
16/02/2012 by: Prof. Cortez
O período carnavalesco exige excelente aptidão física porque os músculos trabalham muito sem tempo para a necessária recuperação.
Quando soam os tamborins é difícil segurar a vontade de entrar no ritmo. Se estamos sentados, batucamos na mesa e marcamos o compasso com os pés e se estamos de pé começamos a sambar.
A bateria de uma escola de samba rompe as barreiras, libera emoções e a combinação do emocional com a dança provoca aceleração dos batimentos cardíacos. Sabe o que significa isso? Está chegando o carnaval e durante quatro dias e noites muita gente estará participando da maratona do rei momo.
Os carnavalescos estarão submetendo o coração a uma dura prova de resistência. Não bastasse o aumento da freqüência cardíaca, provocado pelas coreografias que exigem grande trabalho dos músculos, temos que considerar outros fatores que podem contribuir para exigir maior esforço do coração.
O calor e o excesso de umidade, por exemplo, aumentam os batimentos cardíacos mesmo quando estamos descansando, quando combinados com a dança provocam desgaste maior para o aparelho circulatório. Neste caso, a hidratação e o repouso são imprescindíveis para evitar sobrecarga para o coração. A água é importante para repor o líquido que perdemos pela transpiração e para manter o volume de sangue para transportar oxigênio para todo o corpo.
Já o descanso desacelera o metabolismo e permite que o coração mantenha o funcionamento de todos os órgãos batendo num ritmo mais lento e, de certa forma, também se recuperando. Se já estivesse disponível no mercado, calcinhas e sutiãs, desenvolvidas por pesquisadores holandeses, capazes de aferir os batimentos cardíacos e acionar socorro em caso de emergência, seria fácil evitar os excessos.
Mas as roupas íntimas, que analisam os sinais enviados por eletrodos, que sabem diferenciar as alterações normais do ritmo cardíaco, em conseqüência da prática de exercícios, de um ataque cardíaco, ainda demorarão para chegar às prateleiras das lojas. Até lá, pesquisadores brasileiros, bem que poderiam aperfeiçoar o invento e criar abadás e fantasias apropriadas para avisar os foliões quando o coração está sofrendo em consequência dos excessos carnavalescos. Nada melhor que um check-up dançando frevo ou acompanhando um trio elétrico em Salvador.
Texto apresentado, pelo prof. Cortez, no Jornal de Serviços da Rádio Jovem Pan AM

